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23 de janeiro de 2015

[CRÍTICA] A Teoria de Tudo


Antes de iniciar deixo claro que o foco da minha crítica é a ELA e a vida profissional do cientista, não a história de amor e traição que o filme trouxe numa tentativa falha de aliviar o clima do trama.
O roteiro de Anthony McCarten foi baseado no livro escrito pela primeira esposa de Hawking, Jane Hawking, "Travelling to Infinity: My Life with Stephen". A história já começou emocionando muitos cinéfilos mundo à fora, principalmente os admiradores do cientista.


Para muita gente, o estardalhaço sobre o longa se deve as espetaculares atuações de Eddie Redmayne e Felicity Jones, ambos, cotadíssimos para o próximo Oscar. Redmayne chocou aqueles que assistiram sua performasse, o garoto foi impressionante ao representar as fases da doença; a descoberta, a aceitação, a total mudança de vida e o convívio com ela. Aos 33 anos, o britânico recebeu o Globo de Ouro de melhor ator e concorre ao Oscar, sendo a aposta de trocentas pessoas.


De onde viemos? Como fomos criados? Quando tudo isso começou? Se você mero curioso se pergunta isso com tamanha frequência, imagine um cientista? Foi motivado por perguntas como essa que Stephen começou suas pesquisas. 


O filme conta a história a partir da fase do doutorado do brilhante estudante Stephen Hawking (Eddie Redmayne), um homem simples e discreto, que está sempre lendo, pesquisando e ouvindo música clássica. O romance começa quando em uma festa com colegas da faculdade, Stephen conhece a bela Jane (Felicity Jones), uma estudante de literatura por quem se apaixona intensamente. 
É isso, um cientista e uma cristã vivendo em um mar de rosas até que Hawking é diagnosticado com uma rara doença do Neurônio Motor que o provoca a morte lenta de neurônios, levando o enfermo a perder todos os movimentos do corpo, o deixando impossibilitado de se alimentar e se comunicar.
Em meio de tal luta, ele prova a própria pesquisa descobrindo e vivenciando outro dos mistérios do universo: a vida.


Qual o tamanho do universo? Quanto tempo ele tem? Hawking se dedicou durante anos em sua famosa teoria sobre os buracos negros. O longa-metragem mostra bem toda a relação e influência que seus amigos, família e a doença tiveram sobre a pesquisa. A Teoria de Tudo consegue, em apenas 123 minutos, te apresentar uma explosão de argumentos bem baseados sobre a personalidade da conhecida imagem daquele estudante pacato.

A Teoria de Tudo estreia dia 22 de janeiro de 2015 e concorre em 5 categorias do Oscar.


18 de janeiro de 2015

[CRÍTICA] Whiplash: Em Busca da Perfeição



 "J.K. Simmons interpreta o tipo de professor que você deveria manter distância."





Andrew (Miles Teller) é um jovem baterista e estudante da universidade de música Shaffer, que é considerada uma da melhores do país. Sonhador, ele almeja ter aulas com o professor Fletcher (J.K. Simmons) que também é maestro da orquestra principal da universidade. Ensaios vão e ensaios vêm, até que Fletcher Andrew tocando bateria e por fim decide chama-lo para entrar na sua turma como baterista secundário. No primeiro dia de aula na nova turma, Andrew percebe que assim como foi difícil para entrar, vai ser mais ainda continuar nela. Dar o melhor de si é o que ele terá que fazer, mas talvez isso não seja o bastante para conseguir a aprovação de Fletcher, pois o professor está em busca de... Perfeição.




Com direção e roteiro de Damien Chazelle, Whiplash é um drama musical excelente e digno de todas as indicações e prêmios recebidos.  Ao som de muito jazz o filme te faz sentir toda a pressão que o baterista leva do professor, te fazendo pensar se no lugar dele você aguentaria tudo aquilo ou simplesmente desistiria. Chazelle acertou na escolha do elenco, Teller e Simmons funcionam muito bem juntos, fazendo com que as atuações sejam o ponto alto do filme.




Miles Teller é um ator em ascensão, recentemente atuou em comédias como Finalmente 18 e Namoro ou Liberdade, também podemos vê-lo na nova saga Divergente e no ainda não lançado reboot do Quarteto Fantástico, mas sem dúvidas é em Whiplash que ele mostra serviço. Interpretar Andrew, um personagem que deseja mais do que tudo ser reconhecido pelo que faz e ainda por cima ser o melhor, conseguir a aprovação de um professor extremamente exigente, ir além do seu limite, se sujeitar a humilhação, chegar a situações em que para muitos é um absurdo, faz com que Teller seja lembrado por essa atuação, com certeza muito mais portas se abriram por esse trabalho, e sim ele merece estas oportunidades, pois se saiu bem, mas é ofuscado quando comparado com a atuação de J.K. Simmons.


Finalmente chegando à “cereja do bolo”, J.K. Simmons, o eterno J.J. Jameson, chefe de Peter Parker na trilogia do Homem-Aranha. O ator deu um show de atuação e facilmente vai entrar na lista de piores professores de filmes, não me admiraria se ficasse no topo. Temido pelos alunos, do tipo que quando chega à sala todo mundo abaixa a cabeça, totalmente perfeccionista, abusivo, arrogante e praticamente um ditador. A lista de adjetivos ruins poderia se estender mais sem problema algum, mas infelizmente é assim que o personagem de Simmons é, e ele soube fazer isso muito bem, oprimindo, humilhando e até agredindo fisicamente e verbalmente seus alunos, tudo isso para que eles deem o seu melhor na música, aliás, seu objetivo é que os estudantes ultrapassem seus próprios limites. Enganados aqueles que pensam que o professor não se acha tão ruim assim, pois bem, Fletcher sabe muito bem como ele é, mas justifica seus meios dizendo que é só assim, que seus alunos serão os melhores. A atuação de Simmons é impecável, tanto que lhe rendeu várias indicações de melhor ator coadjuvante, das quais venceu várias, incluindo o Globo de Ouro, agora é ficar na torcida pra que ganhe o Oscar também.


Ainda estão no elenco Melissa Benoist que interpreta Nicole (namorada de Andrew), Paul Reiser (pai do Andrew), Austin Stowell (baterista e colega do Andrew), Nate Lang (baterista e colega do Andrew), Max Kasch e Damon Gupton. Para finalizar só resta dizer que Whiplash é um filme que merece ser visto não só pelas atuações ou por todos os prêmios e indicações que recebeu, mas também pelo enredo da história muito bem escrita pelo então roteirista e diretor Chazelle, que no final nos leva a refletir se existem maneiras mais simples de chegar ao sucesso eminente ou temos mesmo que nos submeter a tais métodos e ultrapassar os limites em busca da perfeição.

  
Assista o trailer:


15 de janeiro de 2015

[CRÍTICA] Uma Noite no Museu 3: O Segredo da Tumba


O trama que levou inúmeras crianças, pais e haters ao cinema chegou ao fim. No terceiro filme da franquia Uma Noite no Museu damos adeus não só á história e os monumentos que tomaram vida. O fato de estarmos diante de um dos últimos trabalhos de Robin Williams acaba dando ao filme uma carga emocional, até porque o roteiro oferece uma cena que funciona bem como uma espécie de despedida do ator. Mickey Rooney também foi um lenda da comédia que fez sua despedida neste longa.

Deixando de lado o elenco plausível, o filme não teve muita coisa para se impressionar. Abusaram da comédia, de piadas muitas vezes exageradas e desnecessárias e apelaram para novos atores, como Dan Stevens (Downton Abbey) e Rebel Wilson (Super Fun Night). Vale a pena lembrar que temos uma pequena participação de Hugh Jackman e Alice Eve como eles mesmos.

Chegou a hora de Larry Daley (Ben Stiller) dar adeus a seus amigos em exibição no Museu de História Natural, em Nova York, porque a tábua de Akmenrah, que dá vida a todos eles, está se corroendo. Buscando uma solução, Larry viaja até Londres, onde está o faraó Merenkahre (Ben Kingsley), o único que sabe como reverter a perda de poderes da mística tábua egípicia. Com toda a certeza ele não parte sozinho, ao chegar na Inglaterra encontra alguns de seus amigos escondidos na bagagem.

A produção também abusou bastante de Londres do ponto de vista turístico, rodando várias cenas de perseguição em pontos de cartão postal inglês e tendo mais cenas dentro de um museu, o British Museum, do que os outros filmes.

No outro lado, temos a questão paternal ainda presente e mais forte. Larry e Nick, seu filho que está saindo da escola e entrando na fase de não querer ir á faculdade; Larry e Laaa, um boneco de neandertal produzido à imagem e semelhança do guarda noturno, o que leva o boneco a acreditar que Larry é seu pai; e o reencontro de Akmenrah com seu pai em milhares de anos.

Pode se dizer que, mesmo em segundo plano, a paternidade foi a lição do filme, já que nenhum outro acontecimento do trama mereceu tal importância.

Diga sua opinião e sugestões nos comentários!

3 de dezembro de 2013

Crítica&Opinião: "A Última Viagem a Vegas"

A Fanzone teve a oportunidade de assistir A Última Viagem a Vegas em sua pré-estreia selecionada no último fim de semana, e confira abaixo oque achamos do novo longa que conta com um ótimo elenco senil!

Logo quando começou a ser filmado, o longa já ganhou a fama de "Se Beber não Case dos idosos" e alguns outros nomes derivados desse, mas logo quando termina-se de assistir ao filme você chega a uma conclusão: é muito melhor que Se Beber! Muito Mesmo!

O filme que conta com Michael Douglas, Robert de Niro, Morgan Freeman, Kevin Kline no elenco principal é engraçado e bom do começo ao fim, e prende os telespectadores o tempo todo!

O humor é inteligente e realmente engraçado, não precisando mostrar o uso de drogas, nudez, palavrões excessivos e outros do gênero pra tentar criar um humor forçado e idiota, usado em besteróis

No filme, os roteiristas usaram temas frequentes da terceira idade de maneira também inteligente e que com esse time de atores, ficaram ótimas e melhores do que seriam se fossem contadas por outros.

Mesmo se mostrando muito da vida de um idoso, também há no filme, flashbacks da juventude e infância dos quatro amigos quando moravam todos juntos no mesmo bairro. E além dessas lembranças, também há situações comuns entre os jovens, como a disputa por um amor, que são repetidas depois de décadas.

A única coisa que senti falta foi mostrar um pouco mais de Las Vegas, mas pelo que percebi esse não era o verdadeiro foco do filme em si, mas sim, a reunião dos amigos para relembrar da juventude!



A Última Viagem a Vegas estreia nessa sexta, dia 06 de dezembro, nos cinemas de todo Brasil.

16 de outubro de 2013

CRÍTICA | Universidade Monstros (Monsters University)


A Pixar, embora seja uma companhia relativamente nova e uma subsidiária da Disney, é uma empresa surpreendentemente legendária e que só tem sucessos de bilheteria e crítica no currículo. Você os conhece desde criança, nem que seja por “aquela luminária antes do filme da Boo”. Depois de muita enrolação, o filme da Boo ganhou uma sequência, mas sem a Boo.

A sequência se foca em Mike Wazowski (Billy Crystal) enquanto ele ingressa no Programa do Assustador da Universidade Monstros. Lá, ele conhece James “Sulley” Sullivan (John Goodman) que se transforma no seu pior inimigo após um mal-entendido na aula que causou a expulsão de ambos. Porém Mike e Sulley devem se unir para ganhar os Jogos do Medo e voltar para o Programa.

Do começo ao fim, é estruturado, escrito e desenvolvido para ser um filme típico da Pixar –situação de vitória improvável, personagens perdedores que no final se tornam heróis. É tudo tão previsível, fofo, tudo é tão Disney. Mas isso não faz bem a estrutura do filme, só o deixa mais desesperado pelo sucesso, e de uma forma ridícula.

Em oposição ao roteiro regular, o elenco faz bem com o que tem. Helen Mirren, no papel da Reitora Hardscrabble é a voz mais irreconhecível e convincente do longa seguida por Crystal e Goodman.
E como uma boa animação atual, se foca em alguns temas sociais e morais e os disfarça. É claro que eles não estão boiando na superfície e são plantados para deixar a animação mais madura para os adultos.

Mas alguns defeitos não ficam no caminho de um filme divertido e empolgante tão adequado para as crianças quanto para o adultos. Não há deterioração do original, ao contrário, só há complementação que o deixa mais íntimo e emocionante.


Ainda é um filme da Pixar, com uma animação perfeita, uma iluminação impecável e um desenvolvimento de personagem longe de imperfeição. Que John Lasseter e sua trupe nunca perca a mão e que muitos filmes assim venham.

13 de outubro de 2013

Crítica: Gravidade

Eletrizante do começo ao fim, Gravidade, estrelado pelos já veteranos Sandra Bullock e George Clooney, não deixa a desejar em nenhum aspecto.

Desde os primeiros minutos de filme, pode-se sentir a tensão que há em cada cena, esperando que algo aconteça. O medo e apreensão é evidente nas feições da Dra. Stone (Bullock), como se ela mesma já soubesse que algo viesse a acontecer.

Os closes nas feições dos atores durante as cenas de ação, proporciona uma entrada no universo, ou melhor, "no espaço" em que as personagens estão vivendo.

Jogos de câmera obrigam o telespectador a adentrar nas cenas. Sensações de vertigem a cada pirueta e chacoalhada dos atores.

Sandra conseguiu transparecer perfeitamente a iniciação de sua personagem no ramo espacial, com olhares tensos e sensações indecisas. Já Clooney, que interpreta o experiente astronauta Kowalski, que serve como "conselheiro" de Stone no filme, com muita ironia e humor, fatores que foram decisivos para o filme.

O drama surpreendentemente também está presente no filme, entre cenas sufocantes de ação. Histórias de ambos personagens principais do passado na Terra realmente chocam e emocionam. Mais um ponto adicional à trama.

E para finalizar: efeitos especiais e o 3D. Uma palavra: fantásticos! Não há nada a reclamar. O 3D é usado da forma e dosagem exata, sem tirar nem por. Já os efeitos são um espetáculo a parte. Graças a tecnologias criadas para as filmagens e gravações em tanques d'água, o espaço se torna realista ao extremo!

30 de setembro de 2013

Crítica | The Blacklist, S01E01

The Blacklist, assim como muitos dramas atuais (The Sopranos, Breaking Bad, Mad Men, Dexter) segue uma ótima receita que, por enquanto, parece não cansar e ser eterna. Afinal, tem um anti-herói principal com características estranhas, uma mocinha com pecados não muito mais simples que o de seu oponente de cenas. O problema/beleza é que Blacklist tem James Spader, ator tão versátil como Amoeba.

The Blacklist conta a história de Raymond “Red” Reddington (Spader), um dos criminosos mais procurados pelo FBI, que é o Concierge do Crime. Num belo dia, Red decide se entregar para as autoridades e deliberadamente, começa a revelar o plano de seus amigos do crimee só tem uma condição: falará somente com Elizabeth Keen (Megan Boone). A partir daí as perguntas começam a surgir: “porque ela?”, “o que aconteceu para ela ser escolhida?”, etc. Perguntas as quais não são respondidas pelo piloto, que põe Keen dependendo de Reddington para salvar a filha de um general, sequestrada por Vanko Zamani, que entrou no país com a ajuda de Raymond.
Spader é carismático o suficiente para Reddington ser carismático enquanto misterioso e enigmático para se opor a Boone em cena e mostrar o ponto do programa: o bom e o mal sendo forçados a colaborar e formar uma equipe controversa cheia de mistérios, muitos dos quais nunca podem ser revelados.

A série também não falha em apresentar os seus personagens com Elizabeth sendo forçada a fazer um perfil de si mesma e Raymond sendo descrito por um dos agentes de forma útil e rápida.

Joe Carnahan, o diretor do piloto, faz um bom trabalho maleando as tensões nos segmentos de ação ou as apresentações. A realização de Carnahan não foge as cenas de diálogo, que não ficam cansativas, embora tenham grande potencial para.

Mas falta presença coadjuvante na série, afinal Parminder Nagra (Alcatraz) aqui tem uma só cena e uma só fala, porém apresenta mais presença de cena que Harry Lennix, o diretor-assistente do FBI, surpreendentemente caricato e distante de sua atuação em O Homem de Aço.

Embora tenha gente que diga que “por piloto não se julga série”, The Blacklist é uma exceção. Pois se a série seguir os padrões de complexidade, apresentar mais mistérios e responder alguns além de manter ótimas atuações, podemos estar olhando a um drama promissor o bastante para ser o novo favorito da TV.



The Blacklist, segundas na NBC, com estreia brasileira amanhã (1/10) às 21h na Sony.
A partir dos próximos episódios, séries terão review por dois episódios.

25 de setembro de 2013

CRÍTICA | Agents of S.H.I.E.L.D., S01E01

Tem uma beleza na Marvel, e não é a paleta de cores alegres, não é a interligação entre os filmes, não é a
tonificação perfeita ou a linha tênue entre “filme para fã” e “filme para o público” que sempre é alcançada. É o realismo equilibrado, que encaixa nos elementos absurdos. Isso vem em forma organizacional, a “S.H.I.E.L.D.”.

Na teoria, uma série focando na empresa é o perfeito modo de testar personagens, divulgar os filmes e principalmente: ganhar mais dinheiro para a Marvel. Na prática, para uma série do naipe projetado para “Agents of S.H.I.E.L.D.” funcionar, é preciso alargar a mitologia, adicionar elementos e criar personagens consistentes para caber na história, deixando espaço para mais expansão. Continuando na parte teórica, Joss Whedon não pode ser mais perfeito para o trabalho: ele é um diretor de cinema celebrado que prefere a TV, é o supervisor geral da Marvel e o produtos de séries boas o suficiente para contar com uma boa integridade.

Vamos ao que importa: Agents of S.H.I.E.L.D. segue Agente Coulson (Clark Gregg, morto em “Os Vingadores”) depois de voltar de férias recuperativas do Taiti após morrer por 8 segundos. Seguindo a Batalha de Nova Iorque, a Seção 7 é designada a Coulson, para que ele possa caçar e conter ameaças possuidoras de superpoderes e habilidades especiais não documentadas. Ele “contrata” o agente Grant Ward (Brett Dalton), agente Melinda May (Ming-Na Wen), agente Fitz (Iain De Caestecker) e Simmons (Henstridge).

O piloto põem a Seção 7 contra Skye (Chloe Bennet), uma hacker obcecada por super-heróis que vê em Mike (J. August Richards) um potencial herói, mas ele se revela uma ameaça.
Todos os elementos em que Whedon tenta inovar acaba resultando em conceitos ultrapassados, absurdos e só adiciona mais clichê ao festival, que ao contrário de fazer algo a favor da história, como em Os Vingadores, só denigre um programa que tem uma premissa genérica usada em pelo menos duas das cinco séries de sucesso dos últimos anos – pessoas de terno com uma tecnologia muito avançada lutam contra ameaças aparentemente sobrenaturais.

Já o elenco constrói a ilusão de uma série boa, com o humor adequado para um equilíbrio bom o suficiente – talvez com a exceção de Coulson, afinal ser um pouco sério não mate a ninguém.
Como a maioria das séries, há o potencial para melhoras, renovação e com trabalho árduo, a perfeição. A série merece ser acompanhada e a premissa é, apesar de tudo, boa e interessante com um grande potencial para expansão.


Estaria Joss Whedon perdendo a mão para equilíbrio e a genialidade ou foi só isso mesmo?


Amanhã (26/09) na Sony, às 21h.

22 de setembro de 2013

Crítica | Brooklyn Nine-Nine, S01E01

Todo ano vem aquela série. Aquela série que todo mundo sabe que vai ser cancelada, mas que é boa. A Community ora com ora sem sorte. O jeito certo de terminar este parágrafo seria dizer que Brooklyn Nine-Nine vai ser “aquela série” deste ano, mas tenho receio de admitir isso. Talvez porque a série é boa e
diferente, ou talvez porque é da Fox.
O problema da Fox é que o canal tem uma história que ensinou os executivos que singularidade não lucra e não proporciona patrocinador. Por exemplo, os programas de mais sucesso do canal são American Idol e The X Factor, que seguem uma fórmula altamente genérica e repetida e que criam grandes expectativas para qualquer programação.
Brooklyn Nine-Nine conta a história do 99º Departamento de Polícia de Nova Iorque, que acabara de ganhar um novo comandante, Ray Holt (Andre Braugher de Last Resort), policial de prestígio que é o primeiro homossexual aberto no comando de sua própria seção – o fato de Holt ser gay não influencia a série, apesar de gerar uma das melhores cenas, somente influencia a crítica: um policial abertamente gay não é comum na TV muito menos fora dela, o que ajuda na construção de meu argumento de que a série é incomum. Holt não quer “estragar tudo” e está decidido a fazer do 99ª, o melhor departamento, mas tem o Det. Peralta (Andy Samberg de SNL), um ótimo investigador que não conseguiu crescer como único obstáculo.
O piloto em especial, mostra o personagem de Samberg, enquanto ele tenta se manter ganhando numa aposta com a Det. Santiago (Melissa Fumero) sobre quem faz mais prisões, tenta entender porque seu novo chefe insiste a presença de gravata no uniforme e procura um homem que matou o dono de uma presunto ibérico muito caro.
É mais um programa no estilo Modern Family: aparência de documentário, câmera única, que passeia pelo cenário com os personagens. Mas é bom que seja nesse estilo, afinal, é uma série policial, o que intui uma paródia a Law & Order. É um outro ponto positivo da série: sabe mesclar a comédia leve de piadas no estilo cutaway gag com os elementos policiais, não favorecendo nenhum dos elementos.
Já o elenco, que com a exceção de Samberg, que tem química com toda a equipe, não tem grande atenção, com todos exercendo os papéis necessários para que o piloto seja entendível para as massas sem a profundidade dos personagens que a série pode um dia alcançar.
O piloto pode se desenvolver numa ótima série, embora necessite de uma atuação mais realista e menos caricata de Samberg e algumas piadas mais relembráveis, afinal, essa série tem tudo para ser uma daquelas de qual você decora as falas e só consegue esquecer quando uma piada melhor aparece.