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24 de fevereiro de 2015

Os melhores memes do Oscar 2015

Os nossos preferidos ganharem o Oscar é vitória, ganharem memes é bônus.
Fizemos uma lista dos melhores memes e comparações que a noite do dia 22 rendeu. Confira:

Meryl se empolga com discurso de Arquette e rende vários memes


O cabelo de Osbourne virou piada nas redes sociais.

Se enrolar em papel bolhar e rolar no red carpet, quem nunca?

E cada vez mais distante da noz, DiCaprio nem indicado foi.

TUTO MEU. 

Legenda desnecessária.

Mas a rainha da zoação foi a Lady Gaga que fez tributo não só á Noviça Rebelde, mas a todas as faxineiras queridas do planeta.




Qual meme foi o seu favorito? Conte para a gente o melhor momento do Oscar na sua opinião.

23 de fevereiro de 2015

Os vencedores do Oscar 2015!


O Oscar 2015 aconteceu no dia 22/02, em Los Angeles, a capital do cinema, em uma cerimônia apresentada pelo ator Neil Patrick Harris. Com prêmios previsíveis e falta de algo a mais, foram condecorados ganhadores os filmes:

Melhor filme
  • Sniper Americano
  • Birdman
  • Boyhood: Da infância à Juventude
  • O Grande Hotel Budapeste
  • O Jogo da Imitação
  • Selma
  • A Teoria de Tudo
  • Whiplash: Em Busca da Perfeição
Melhor diretor
  • Alejandro Gonzáles Iñárritu - Birdman
  • Richard Linklater - Boyhood: Da infância à Juventude
  • Bennett Miller - Foxcatcher: Uma história que Chocou o Mundo
  • Wes Anderson - O Grande Hotel Budapeste
  • Morten Tyldum - O Jogo da Imitação
Melhor ator
  • Steve Carell - Foxcatcher: Uma história que Chocou o Mundo
  • Bradley Cooper - Sniper Americano
  • Benedict Cumbertatch - O Jogo da Imitação
  • Michael Keaton - Birdman
  • Eddie Redmayne -A Teoria de Tudo
Melhor atriz
  • Marion Cotillard - Dois Dias, Uma Noite
  • Felicity Jones - A Teoria de Tudo
  • Julianne Moore - Para Sempre Alice
  • Rosamund Pike - Garota Exemplar
  • Reese Whiterspoon - Livre
Melhor ator coadjuvante
  • Robert Duvall - O Juiz
  • Ethan Hawke - Boyhood: Da infância à Juventude
  • Edward Norton - Birdman
  • Mark Ruffalo - Foxcatcher: Uma história que Chocou o Mundo
  • JK Simons -Whiplash: Em Busca da Perfeição
Melhor atriz coadjuvante
  • Patricia Arquette - Boyhood: Da infância à Juventude
  • Laura Dern - Livre
  • Keira Knightley - O Jogo da Imitação
  • Emma Stone - Birdman
  • Meryl Streep - Caminhos da Floresta
Melhor roteiro original
  • Alejandro G. Iñárritu, Nicolás Giacobone, Alexander Dinelaris Jr. e Armando Bo - Birdman
  • Richard Linklater - Boyhood: Da Infância á Juventude
  • E. Max Frye e Dan Futterman - Foxcatcher: Uma história que Chocou o Mundo
  • Wes Anderson e Hugo Guinness - O Grande Hotel Budapeste
  • Dan Gilroy - O Abutre
Melhor roteiro adaptado
  • Jason Hall - Sniper Americano
  • Graham Moore - O Jogo da Imitação
  • Paul Thomas Anderson - Vício Inerente
  • Anthony McCarten - A Teoria de Tudo
  • Damien Chazelle - Whiplash: Em Busca da Perfeição
Melhor filme em língua estrangeira
  • Ida - Polônia
  • Leviatã - Rússia
  • Tangerines - Estônia
  • Timbuktu - Mauritânia
  • Relatos Selvagens - Argentina
Melhor animação
  • Operação Big Hero
  • Como Treinar o Seu Dragão 2
  • Os Boxtrolls
  • Song of the Sea
  • O Conto da Princesa Kaguya
Melhor animação em curta-metragem
  • The Bigger Picture
  • The Dam Keeper
  • O Banquete
  • Me and My Moulton
  • A Single Life
Melhor curta-metragem 
  • Aya
  • Boogaloo and Graham
  • Butter Lamp
  • Parvaneh
  • The Phone Call
Melhor documentário em longa-metragem 
  • O Sal da Terra
  • CitizenFour
  • Finding Vivian Maier
  • Last Days
  • Virunga
Melhor documentário em curta-metragem 
  • Crisis Hotline: Veterans Press 1
  • Joanna
  • Our Curse
  • The Reaper (La Parka)
  • White Earth
 Melhor fotografia
  • Emmanuel Lubezki - Birdman
  • Robert Yeoman - O Grande Hotel Budapeste
  • Lukasz Zal e Ryszard Lenczewski - Ida
  • Dick Pope - Sr. Turner
  • Roger Deakins - Invencível
Melhor montagem
  • Joel Cox e Gary D. Roach - Sniper Americano
  • Sandra Adair - Boyhood: Da Infância á Juventude
  • Barney Pilling - O Grande Hotel Budapeste
  • William Goldenberg - O Jogo da Imitação
  • Tom Cross -Whiplash: Em Busca da Perfeição
Melhor design de produção
  • Adam Stockhausen, Anna Pinnock - O Grande Hotel Budapeste
  • Maria Djurkovic, Tatiana Macdonald - O Jogo da Imitação
  • Nathan Crowley, Gary Fettis, Paul Healy - Interestelar
  • Dennis Gassner, Anna Pinnock - Caminhos da Floresta
  • Suzie Davies, Charlotte Watts - Mr. Turner
Melhores efeitos visuais
  • Dan DeLeeuw, Russell Earl, Bryan Grill e Dan Sudick - Capitão América 2: O Soldado Invernal
  • Joe Letteri, Dan Lemmon, Daniel Barrett e Erik Winquist - Planeta dos Macacos: O Confronto
  • Stephane Ceretti, Nicolas Aithadi, Jonathan Fawkner e Paul Corbould - Guardiões da Galáxia
  • Paul Franklin, Andrew Lockley, Ian Hunter e Scott Fisher - Interestelar
  • Richard Stammers, Lou Pecora, Tim Crosbie e Cameron Waldbauer - X-Men: Dias de Um Futuro Esquecido
Melhor figurino
  • Milena Canonero - O Grande Hotel Budapeste
  • Mark Bridges - Vício Inerente
  • Colleen Atwood - Caminhos da Floresta
  • Anna B. Sheppard e Jane Clive - Malévola
  • Jacqueline Durran - Sr. Turner
Melhor maquiagem e cabelo
  • Bill Corso e Dennis Liddiard - Foxcatcher: Uma História que Chocou o Mundo
  • Frances Hannon e Mark Coulier - O Grande Hotel Budapeste
  • Elizabeth Yianni-Georgiou e David White - Guardiões da Galáxia
Melhor trilha sonora
  • Alexandre Desplat - O Grande Hotel Budapeste
  • Alexandre Desplat - O Jogo da Imitação
  • Hans Zimmer - Interestelar
  • Gary Yershon - Sr. Turner
  • Jóhann Jóhannsson - A Teoria de Tudo
Melhor canção
  • Everything is Awesome, de Shawn Patterson - Uma Aventura Lego
  • Glory, de John Stephens e Lonnie Lynn - Selma
  • Grateful, de Diane Warren - Além das Luzes
  • I'm Not Gonna Miss You, de Glen Campbell e Julian Raymond - Glen Campbell…I'll Be Me
  • Lost Stars, de Gregg Alexander e Danielle Brisebois - Mesmo se Nada Der Certo
Melhor edição de som
  • Alan Robert Murray e Bub Asman - Sniper Americano
  • Martín Hernández e Aaron Glascock - Birdman
  • Brent Burge e Jason Canovas - O Hobbit: A Batalha dos Cinco Exércitos
  • Richard King - Interestelar
  • Becky Sullivan e Andrew DeCristofaro - Invencível
Melhor mixagem de som
  • John Reitz, Gregg Rudloff e Walt Martin - Sniper Americano
  • Jon Taylor, Frank A. Montaño e Thomas Varga - Birdman
  • Gary A. Rizzo, Gregg Landaker e Mark Weingarten - Interestelar
  • Jon Taylor, Frank A. Montaño e David Lee - Invencível
  • Craig Mann, Ben Wilkins e Thomas Curley - Whiplash: Em Busca da Perfeição

Porém, para a surpresa de todos, Boyhood levou apenas um prêmio! E Birdman foi o maior destaque da noite, com 4 estatuetas, assim como O Grande Hotel Budapeste, que dominou quase todas categorias técnicas!

23 de janeiro de 2015

[CRÍTICA: O Jogo da Imitação] Uma biografia cinematográfica com cara de ficção



O Jogo da Imitação, ainda inédito no Brasil (estreia 5 de fevereiro), traz a cinebiografia de Alan Turing, um gênio matemático, que com seus conhecimentos, cria uma máquina que ajudou a mudar os rumos da guerra, enquanto luta por reconhecimento e tenta esconder sua homossexualidade, um crime na época.

Como usual, vou começar dizendo minhas expectativas para o filme ao ler a sinopse. Eu esperava um filme em que o homossexualismo fosse o foco, mostrando como era a vida de um gay na época em que isso era um crime e seus dilemas.


Mas não. Em O Jogo, a homossexualidade não é o foco. Ela é tratada como um assunto secundário na trama, embora seja a raiz da maioria dos problemas, e motivo para as principais ações de Cumberbatch, que interpretou majestosamente Turing, com todo seu ego e dificuldade em se relacionar com outras pessoas, um Sheldon Cooper da época!

O ritmo do filme é bom, não sobrecarregando a trama principal através de subtramas, como flashbacks do passado de Turing. Um drama de guerra, que se diferencia de muitos outros por essas subtramas e pitadas de humor.

Elenco ótimo, que se encaixou em perfeita sintonia, uma única ressalva é que em certos momentos, principalmente durante a construção da máquina (assistam e saberão) há um excesso de secundarismo, ou seja, os personagens começam a ficar fora de foco, sumidos da trama, dando uma ideia de que não tivessem valor ou necessidade na história.


O Jogo da Imitação conseguiu minha admiração. Criou uma conexão ótima entre temas pessoais da vida de Turing, interpretado perfeitamente por Cumberbatch, e temas históricos, se tornando um drama bom de se assistir, dando lições a respeito da verdadeira face da Segunda Guerra Mundial e de como homossexuais eram tratados a poucas décadas atrás, expondo nas telonas do que o ser humano é capaz, sem contar a amostra de machismo vivido pela atriz Keira Knightley, que cumpre seu papel, sem chamar muita atenção, transparecendo verdade e incorporando na pele sua personagem. Eu recomendo!

[CRÍTICA] A Teoria de Tudo


Antes de iniciar deixo claro que o foco da minha crítica é a ELA e a vida profissional do cientista, não a história de amor e traição que o filme trouxe numa tentativa falha de aliviar o clima do trama.
O roteiro de Anthony McCarten foi baseado no livro escrito pela primeira esposa de Hawking, Jane Hawking, "Travelling to Infinity: My Life with Stephen". A história já começou emocionando muitos cinéfilos mundo à fora, principalmente os admiradores do cientista.


Para muita gente, o estardalhaço sobre o longa se deve as espetaculares atuações de Eddie Redmayne e Felicity Jones, ambos, cotadíssimos para o próximo Oscar. Redmayne chocou aqueles que assistiram sua performasse, o garoto foi impressionante ao representar as fases da doença; a descoberta, a aceitação, a total mudança de vida e o convívio com ela. Aos 33 anos, o britânico recebeu o Globo de Ouro de melhor ator e concorre ao Oscar, sendo a aposta de trocentas pessoas.


De onde viemos? Como fomos criados? Quando tudo isso começou? Se você mero curioso se pergunta isso com tamanha frequência, imagine um cientista? Foi motivado por perguntas como essa que Stephen começou suas pesquisas. 


O filme conta a história a partir da fase do doutorado do brilhante estudante Stephen Hawking (Eddie Redmayne), um homem simples e discreto, que está sempre lendo, pesquisando e ouvindo música clássica. O romance começa quando em uma festa com colegas da faculdade, Stephen conhece a bela Jane (Felicity Jones), uma estudante de literatura por quem se apaixona intensamente. 
É isso, um cientista e uma cristã vivendo em um mar de rosas até que Hawking é diagnosticado com uma rara doença do Neurônio Motor que o provoca a morte lenta de neurônios, levando o enfermo a perder todos os movimentos do corpo, o deixando impossibilitado de se alimentar e se comunicar.
Em meio de tal luta, ele prova a própria pesquisa descobrindo e vivenciando outro dos mistérios do universo: a vida.


Qual o tamanho do universo? Quanto tempo ele tem? Hawking se dedicou durante anos em sua famosa teoria sobre os buracos negros. O longa-metragem mostra bem toda a relação e influência que seus amigos, família e a doença tiveram sobre a pesquisa. A Teoria de Tudo consegue, em apenas 123 minutos, te apresentar uma explosão de argumentos bem baseados sobre a personalidade da conhecida imagem daquele estudante pacato.

A Teoria de Tudo estreia dia 22 de janeiro de 2015 e concorre em 5 categorias do Oscar.


[CRÍTICA: Foxcatcher] Uma sensação de dúvida e decepção.



Intitulado de Foxcatcher - Uma História Que Chocou o Mundo, traz a trama sobre o campeão olímpico de luta greco-romana, Mark Schultz, Channing Tatum, que sempre treinou com seu irmão mais velho, David, Mark Ruffalo, que é também uma lenda no esporte. Até que, um dia, recebe um convite para visitar o milionário John du Pont, Steve Carell, em sua mansão. Apaixonado pelo esporte, du Pont oferece a Mark que entre em sua própria equipe, a Foxcatcher, onde teria todas as condições necessárias para se aprimorar. Atraído pelo salário e as condições de vida oferecidas, Mark aceita a proposta e, assim, se muda para uma casa na propriedade do milionário. Aos poucos eles se tornam amigos, mas a difícil personalidade de du Pont faz com que Mark acabe seguindo uma trilha perigosa para um atleta.
Lendo a sinopse rapidamente, nossa expectativa é levada às alturas. Esperamos assistir a um filme ágil, com drama e surpresas. Uma decepção total. O ritmo do filme é lento, quase parando. E ao invés de sermos apresentados a uma história intrigante e que nos choque (como o subtítulo brasileiro sugere), ficamos duas horas esperando algo acontecer, apenas assistindo lutas e mais lutas, algo massante e cansativo. Tanto é que eu tive de dividir o filme para dois dias, pois não consegui assisti-lo por completo em uma noite.
A caracterização de Steve Carell, como o milionário, é a única coisa que salva o filme. Quase irreconhecível, notei que algo ficou faltando na história, um plano de fundo, uma explicação para o comportamento estranho e indecifrável nas telonas de John du Pont. Mark Rufallo aparece bem diferente, embora pouco semelhante ao verdadeiro Dave Schultz. Já Channing Tatum, cujo personagem aparece em algumas cenas com a mandíbula projetada e em outras, normal, deixa a desejar, tanto em atuação, quanto em profundidade.


E isso é algo presente em todo filme. Uma sensação de dúvida. Por que ele faz isso? Por que ele foi? O que ele faz? Por que não fez isso? - um reflexo de uma falta de desenvolvimento do passado dos personagens. Em minha opinião, o roteiro se focou apenas no fato, e não nos motivos.

Decepção para a maioria dos que assistiram, que aguardavam o tão divulgado fato que chocou o mundo, que persistentemente aguentaram horas de lutas desnecessárias, para um acontecimento que dura 5 minutos e apenas assusta, não choca. 


22 de janeiro de 2015

[CRÍTICA] Birdman (ou a Inesperada Virtude da Ignorância)


Um filme muito esperado para 2015, estrelado por Michael Keaton (Batman Returns), que interpreta Riggan Thomsom, um ator de teatro que não consegue manter nem seu espetáculo nem sua família unida.

Michael Keaton e Edward Norton em cena de uta cômica
 Birdman foi indicado ao Oscar por Melhor Filme, Melhor ator (Michael Keaton), Melhor ator coadjuvante (Edward Norton), Melhor atriz coadjuvante (Emma Stone), Melhor roteiro original (Alejandro G. Iñárritu, Nicolás Giacobone, Alexander Dinelaris Jr. e Armando Bo), Melhor fotografia (Emmanuel Lubezki) e Melhor edição de som (Martín Hernández e Aaron Glascock) e Melhor mixagem de som (Jon Taylor, Frank A. Montaño e Thomas Varga), assim, liderando os indicados ao lado de O Grande Hotel Budapeste.



Depois de tanta propaganda em cima dele, eu resolvi assistir e, pessoalmente, não achei grande coisa. Sim, tem um elenco de peso que vai de Jeremy Shamos á Michael Keaton, que tem 40 anos na carreira, e mesmo assim nenhum deles mereceu destaque. Todos tiveram uma atuação monótona, sem nada de especial; eu esperava mais da atuação da Emma, depois de The Amazing Spider-Man 2, que, vamos combinar, foi ótima, mas nesse filme vemos que ela realmente não melhorou muito com a experiência daquele filme. Outro indicado que merece atenção é o Edward Norton (Fight Club), que interpretou com muito carisma o ator bem sucedido, Mike Shiner, com sua atuação, novamente, muito boa, mas sem muito destaque.

O roteiro também é outra coisa que eu esperava que fosse melhor, eu pensei, durante os trailers, que seria um filme de história ótima, cheia de emoção e que prendesse mais o espectador, mas nenhuma dessas coisas foi correspondida desse jeito; certo que teve bastantes emoções e risos, mas nada daquilo que você não consegue piscar, de tão bom.

Neste filme eu não aposto nada, talvez no quesito "Melhor fotografia" eles podem ter uma chance, mas fora isso, não vejo algo que mereça o Oscar.

21 de janeiro de 2015

"O Grande Hotel Budapeste" está de volta a alguns cinemas brasileiros!



O Grande Hotel Budapeste voltará aos cinemas a partir de 22 de janeiro, segundo a Fox Film do Brasil, graças às nove indicações no Oscar 2015!

Os cinemas que reexibirão o longa, que já ganhou uma crítica no blog, são Liberty Mall e Drive In, Brasília, Estação Barra Point, Estação Botafogo e Estação Gávea na cidade do Rio de Janeiro, UCI Ribeiro Iguatemi em Fortaleza, UCI Ribeiro Recife, Recife, Lumiere Bougainville, Goiânia e Belas Artes em São Paulo.

18 de janeiro de 2015

[CRÍTICA: Para Sempre Alice] Uma colher de como é o descobrimento do mal de Alzheimer



Durante minha Maratona Oscar 2015, tenho buscado assistir o máximo possível dos filmes indicados à premiação. Alguns estou tendo de me forçar a assistir, meia hora a cada dia, para que eu possa realmente opinar na premiação (embora minha opinião, obviamente, não é ouvida), mas Para Sempre Alice, baseado em um livro de mesmo nome, me chamou muita atenção, pelo trailer e pela premissa, e seguindo meu extinto cinematográfico, assisti!

A tecnologia é usada como uma ferramenta de ajuda por Alice
A história gira em torno da grande professora universitária de linguística, Alice Howland, interpretada pela diva ruiva Julianne Moore. A mulher é um gênio, inteligentíssima e tal, mas o descobrimento de um tipo raro de Alzheimer faz com que tudo mude. Sua vida, seus hábitos e tudo mais. Enfim, tudo vira de cabeça para baixo!

Relembrando agora de umas cenas do filme, percebo o quanto um ator, ou atriz no caso, precisa ser bom para interpretar alguém com uma doença. Julianne é incrível no papel. Versátil, ela foi capaz de mudar de uma professora renomada para alguém que perdeu grande parte de suas memórias.

É desesperador se imaginar no lugar de Alice, e essa situação, de inversão de papéis, poderia ter sido melhor aproveitada no filme, assim como a relação da família com o descobrimento da doença, que durou em média uns três minutos. A história em si, a ideia, é fantástica, mas não sei se só no filme, foi mal aproveitada.
Mãe e filha. Uma relação que poderia ter sido muito melhor aproveitada.

Senti falta daqueles momentos de filmes de drama em que nos arrepiamos, comovemos ou até choramos. Para Sempre Alice teve pouquíssimos momentos desses. Um desperdício, pois Julianne seria capaz de muito mais do que fez.

Quanto as outras atuações, foram medianas. Kristen Stewart, uma das filhas de Alice com o personagem de Alec Baldwin, é um poço de marasmo, não sendo possível distinguir felicidade com tristeza. E o próprio Alec foi mal usado, com um papel totalmente coadjuvante, deixado de lado na história, mostrando pouco sobre o que sentia e pensava em meio a tudo que acontecia.

Para Sempre Alice é um filme que flui bem, fazendo o tempo passar sem que percebamos e dando uma colher de como é o descobrimento do mal de Alzheimer e como a vida de quem possuí esta condição muda drasticamente, de um hora para outra, independentemente de tudo.










16 de janeiro de 2015

[CRÍTICA] Boyhood: Da Infância á Juventude


Quem nunca ouviu falar de Boyhood? O filme que ficou famoso por ter sido gravado durante 12 anos seguidos! Sem troca de atores e nada, o mesmo elenco desde 2002.
A história gira ao redor da vida de Mason, irmão de Samantha e filho de pais divorciado que vivem brigando em seus encontros.

Eu pessoalmente sou daqueles que não pagariam para ver esse filme no cinema, eu achei a história bem sem graça, era apenas a uma outra vida qualquer que transformaram em filme. A única coisa interessante, ao meu ver, é a evolução de cada ator e seu envolvimento na trama.

O diretor claramente pôs tudo de si neste filme, e não posso reclamar da produção em ponto algum, que foi espetacularmente ótima! Todas as cores das cenas eram bem equilibradas, todos os atores bem escalados, além de ter sido um filme super-trabalhoso de ser feito, foram no total 39 dias de filmagens em 4200 dias de produção entre 2002 á 2013.

O elenco é realmente algo que precisamos dar foco, pois nós temos Patricia Arquette (Medium), Ethan Hawke (Training Day), Ellar Coltrane (Fast Food Nation) e Lorelei Linklater (Waking Life), que é filha do diretor, Richard Linklater (Fast Food Nation), que fez um trabalho brilhante; eu já comecei o filme pensando " Nossa, a Patricia deve estar super bem no filme" e, realmente ela estava, já o Ellar não me convenceu muito, mas não podemos reclamar de um cara que começou sua carreira no filme, deu para perceber que ele adquiriu certa experiência protagonizando-o, a partir da metade do filme já podíamos perceber que ele havia mudado e sua atuação já estava outra; o mesmo podemos dizer de Lorelei, que pelo que vi, tem uma bela carreira pela frente.

No final das contas, talvez o filme não compense pela história, mas compensa pelo envolvimento dos atores e a criatividade da produção.

E você? Já viu o filme? Se sim, o que achou?

15 de janeiro de 2015

[CRÍTICA: O Grande Hotel Budapeste] Uma obra de arte. Em todos os sentidos!



Se tratando de um longa dirigido por Wes Anderson, famoso por amar simetria e usar combinações inusitadas de cores em seu trabalho, O Grande Hotel Budapeste atrai a curiosidade de cinéfilos e cria certa expectativa, por ser um dos filmes com maior número de indicação ao Oscar 2015 e por seu grande elenco.

Confesso que resolvi assistir o Grande Hotel por ser um filme do diretor. Não havia assistido trailer e nem sabia do que se tratava, apenas ansiava em ver a próxima arte que Wes criaria. Muito menos sabia que atores constituíam o elenco. Minha vontade mesmo era conferir os cenários, figurinos e a fotografia. E nestes quesitos, não há do que reclamar. A combinação de palhetas de cores cria um ambiente inusitado e até mesmo psicodélico, dando um toque de fantasia na realidade. Todas cores interligadas, ornando com os objetos e acessórios ao seu redor. Um trabalho de mestre realizado por toda equipe que produziu o filme.

A combinação nada comum de cores
Porém, fui surpreendido. Em meio a toda majestosidade e criatividade da parte "visual", uma história simples e focada me encantou. Um acontecimento que pode ser considerado comum, por já ter sido explorado em vários outros tipos de obras, como novelas e livros, mas que de maneira surpreendente e inocente, com um roteiro que é o que é, sem muita filosofia e duplos-sentidos, me prendeu enquanto assistia.

Esta é a palavra que melhor descreve o filme. Inocente. Mesmo com cenas relativamente "fortes" e nada inocentes, o filme tem essa atmosfera. Uma atmosfera de história de criança, em que o que acontece, acontece, sem ter de explicar muitos porquês. Como em um filme infantil, em que nos deparamos com situações "até parece que tal coisa aconteceria", o que torna O Grande Hotel Budapeste tão rico e único.

Posted on Shock Mansion
A simetria do diretor, em ação!
O elenco de peso, em que até astros de Hollywood, como Owen Wilson e Léa Seydoux se tornam personagens secundários, atua semelhante à atmosfera do filme, com traços caricatos e fortes. Porém, um show é ver Tilda Swinton na pele de Madame D., uma velha de 84 anos, com uma maquiagem digna de Oscar!

Resumindo, sem alongar mais a crítica, que poderia ser gigante de tantos elogios, para o visual do filme, em maioria, que eu gostaria de dar, O Grande Hotel Budapeste é uma obra de arte. Em todos os sentidos! Caso você não goste da história ou dos personagens, pelo menos verá como Wes Anderson consegue transformar um filme em uma pintura. Recomendo!

Oscar 2015 - Indicados

Finalmente foi divulgada a lista dos indicados ao Oscar 2015. A premiação que escolhe os melhores filmes do ano desta vez vai ser apresentada por Neil Patrick Harris (How I Met Your Mother) e será realizada no dia 22 de fevereiro. No Brasil a cerimônia será transmitida pelo canal pago TNT. Vale lembrar que nosso país está sendo representado na categoria de melhor documentário por "O Sal da Terra".



Melhor filme
  • Sniper Americano
  • Birdman
  • Boyhood: Da infância à Juventude
  • O Grande Hotel Budapeste
  • O Jogo da Imitação
  • Selma
  • A Teoria de Tudo
  • Whiplash: Em Busca da Perfeição
Melhor diretor
  • Alejandro Gonzáles Iñárritu - Birdman
  • Richard Linklater - Boyhood: Da infância à Juventude
  • Bennett Miller - Foxcatcher: Uma história que Chocou o Mundo
  • Wes Anderson - O Grande Hotel Budapeste
  • Morten Tyldum - O Jogo da Imitação
Melhor ator
  • Steve Carell - Foxcatcher: Uma história que Chocou o Mundo
  • Bradley Cooper - Sniper Americano
  • Benedict Cumbertatch - O Jogo da Imitação
  • Michael Keaton - Birdman
  • Eddie Redmayne -A Teoria de Tudo
Melhor atriz
  • Marion Cotillard - Dois Dias, Uma Noite
  • Felicity Jones - A Teoria de Tudo
  • Julianne Moore - Para Sempre Alice
  • Rosamund Pike - Garota Exemplar
  • Reese Whiterspoon - Livre
Melhor ator coadjuvante
  • Robert Duvall - O Juiz
  • Ethan Hawke - Boyhood: Da infância à Juventude
  • Edward Norton - Birdman
  • Mark Ruffalo - Foxcatcher: Uma história que Chocou o Mundo
  • JK Simons -Whiplash: Em Busca da Perfeição
Melhor atriz coadjuvante
  • Patricia Arquette - Boyhood: Da infância à Juventude
  • Laura Dern - Livre
  • Keira Knightley - O Jogo da Imitação
  • Emma Stone - Birdman
  • Meryl Streep - Caminhos da Floresta
Melhor roteiro original
  • Alejandro G. Iñárritu, Nicolás Giacobone, Alexander Dinelaris Jr. e Armando Bo - Birdman
  • Richard Linklater - Boyhood: Da Infância á Juventude
  • E. Max Frye e Dan Futterman - Foxcatcher: Uma história que Chocou o Mundo
  • Wes Anderson e Hugo Guinness - O Grande Hotel Budapeste
  • Dan Gilroy - O Abutre
Melhor roteiro adaptado
  • Jason Hall - Sniper Americano
  • Graham Moore - O Jogo da Imitação
  • Paul Thomas Anderson - Vício Inerente
  • Anthony McCarten - A Teoria de Tudo
  • Damien Chazelle - Whiplash: Em Busca da Perfeição
Melhor filme em língua estrangeira
  • Ida - Polônia
  • Leviatã - Rússia
  • Tangerines - Estônia
  • Timbuktu - Mauritânia
  • Relatos Selvagens - Argentina
Melhor animação
  • Operação Big Hero
  • Como Treinar o Seu Dragão 2
  • Os Boxtrolls
  • Song of the Sea
  • O Conto da Princesa Kaguya
Melhor animação em curta-metragem
  • The Bigger Picture
  • The Dam Keeper
  • O Banquete
  • Me and My Moulton
  • A Single Life
Melhor curta-metragem
  • Aya
  • Boogaloo and Graham
  • Butter Lamp
  • Parvaneh
  • The Phone Call
Melhor documentário em longa-metragem
  • O Sal da Terra
  • CitizenFour
  • Finding Vivian Maier
  • Last Days
  • Virunga
Melhor documentário em curta-metragem 
  • Crisis Hotline: Veterans Press 1
  • Joanna
  • Our Curse
  • The Reaper (La Parka)
  • White Earth
 Melhor fotografia
  • Emmanuel Lubezki - Birdman
  • Robert Yeoman - O Grande Hotel Budapeste
  • Lukasz Zal e Ryszard Lenczewski - Ida
  • Dick Pope - Sr. Turner
  • Roger Deakins - Invencível
Melhor montagem
  • Joel Cox e Gary D. Roach - Sniper Americano
  • Sandra Adair - Boyhood: Da Infância á Juventude
  • Barney Pilling - O Grande Hotel Budapeste
  • William Goldenberg - O Jogo da Imitação
  • Tom Cross -Whiplash: Em Busca da Perfeição
Melhor design de produção
  • Adam Stockhausen, Anna Pinnock - O Grande Hotel Budapeste
  • Maria Djurkovic, Tatiana Macdonald - O Jogo da Imitação
  • Nathan Crowley, Gary Fettis, Paul Healy - Interestelar
  • Dennis Gassner, Anna Pinnock - Caminhos da Floresta
  • Suzie Davies, Charlotte Watts - Mr. Turner
Melhores efeitos visuais
  • Dan DeLeeuw, Russell Earl, Bryan Grill e Dan Sudick - Capitão América 2: O Soldado Invernal
  • Joe Letteri, Dan Lemmon, Daniel Barrett e Erik Winquist - Planeta dos Macacos: O Confronto
  • Stephane Ceretti, Nicolas Aithadi, Jonathan Fawkner e Paul Corbould - Guardiões da Galáxia
  • Paul Franklin, Andrew Lockley, Ian Hunter e Scott Fisher - Interestelar
  • Richard Stammers, Lou Pecora, Tim Crosbie e Cameron Waldbauer - X-Men: Dias de Um Futuro Esquecido
Melhor figurino
  • Milena Canonero - O Grande Hotel Budapeste
  • Mark Bridges - Vício Inerente
  • Colleen Atwood - Caminhos da Floresta
  • Anna B. Sheppard e Jane Clive - Malévola
  • Jacqueline Durran - Sr. Turner
Melhor maquiagem e cabelo
  • Bill Corso e Dennis Liddiard - Foxcatcher: Uma História que Chocou o Mundo
  • Frances Hannon e Mark Coulier - O Grande Hotel Budapeste
  • Elizabeth Yianni-Georgiou e David White - Guardiões da Galáxia
Melhor trilha sonora
  • Alexandre Desplat - O Grande Hotel Budapeste
  • Alexandre Desplat - O Jogo da Imitação
  • Hans Zimmer - Interestelar
  • Gary Yershon - Sr. Turner
  • Jóhann Jóhannsson - A Teoria de Tudo
Melhor canção
  • Everything is Awesome, de Shawn Patterson - Uma Aventura Lego
  • Glory, de John Stephens e Lonnie Lynn - Selma
  • Grateful, de Diane Warren - Além das Luzes
  • I'm Not Gonna Miss You, de Glen Campbell e Julian Raymond - Glen Campbell…I'll Be Me
  • Lost Stars, de Gregg Alexander e Danielle Brisebois - Mesmo se Nada Der Certo
Melhor edição de som
  • Alan Robert Murray e Bub Asman - Sniper Americano
  • Martín Hernández e Aaron Glascock - Birdman
  • Brent Burge e Jason Canovas - O Hobbit: A Batalha dos Cinco Exércitos
  • Richard King - Interestelar
  • Becky Sullivan e Andrew DeCristofaro - Invencível
Melhor mixagem de som
  • John Reitz, Gregg Rudloff e Walt Martin - Sniper Americano
  • Jon Taylor, Frank A. Montaño e Thomas Varga - Birdman
  • Gary A. Rizzo, Gregg Landaker e Mark Weingarten - Interestelar
  • Jon Taylor, Frank A. Montaño e David Lee - Invencível
  • Craig Mann, Ben Wilkins e Thomas Curley - Whiplash: Em Busca da Perfeição

Comente conosco suas apostas e decepções.

16 de dezembro de 2014

Tim Burton confirma sequência de "Os Fantasmas se Divertem"

Sim, agora é oficial: Os Fantasmas se Divertem 2 irá acontecer! A informação foi dada pelo próprio Tim Burton, diretor do primeiro filme e que retorna dirigir a continuação.

Burton também confirmou que Winona Rider, a Lydia Deetz do longa, irá reprisar seu papel, dizendo que os personagens e os atores são muito importantes para ele, e que sente muita saudades de todos eles.

Não há mais notícias sobre a trama da continuação do filme original que ganhou até um Oscar por Melhor Maquiagem e faturou 73,7 milhões de dólares de bilheteria, nem data de um possível lançamento.